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No pequeno vilarejo de Toillose, no interior da França, vivia um linda jovem de nome Bella.

Ela era muito bonita e dona de um raro coração e de uma notável inteligência. Bella morava com seu pai, o cientista Maurice.

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Ela era a jovem mais bonita de toda região. Por essa singular beleza atraia a atenção de todos os jovens do vilarejo, em especial de um jovem muito belo de nome Gaston.

Gaston era bonito, forte, admirado por todas as moças mas ele só queria Bella. Acontece que Gaston possuia um carater duvidoso. Era arrogante, convencido, bruto e desprovido de inteligencia. Para ele tudo que importava era a aparência. Por este motivo, e só por este motivo, ele queria se casar com Bella.
Mas os planos de Bella eram outros. O sonho da jovem era sair do vilarejo, estudar e morar em um grande centro.
Bella tinha uma enorme paixão pelos livros. Um dia Maurice concluiu uma de suas invenções, um cortador de lenhas mecânico, e comunicou a Bella que iria leva-lo até uma feira anual de ciência para concorrer a um prêmio. A jovem ficou apreensiva pelo fato de seu pai ir sozinho a tão grande distância mas sabia que não tinha outra maneira. Cinco dias após a conversa, Maurice preparou a charrete, despediu-se de Bella e se pos a caminho de Leon Seville, cidade que sediava a feira. Despediu-se da filha e a acalmou dizendo que em seis dias no máximo estaria de volta. Bella foi à biblioteca e no caminho encontou Gaston.

Gaston pediu Bella em namoro mas ela recusou. Ele ficou com muita raiva. Como podia, pensou o convensido, alguém recusa-lô ? Logo ele, que era tão lindo, tão forte, tão...

É, Gaston era mesmo um bobo convencido !
Na estrada longa dali, caia um temporal. Maurice ia pela estrada quando uma alcateia o atacou. Os lobos estavam famintos e encurralaram Maurice. O cavalo de Maurice disparou e o pobre senhor caiu de uma ribanceira. Ela não perdeu tempo, pois-se a correr e, ao avistar um portão entrou o mais rápido que pode fechando-o atrás de si. Estava a salvo, pensou. Agora era apertar a campainha do castelo, se apresentar e pedir auxílio. Maurice bateu a porta por algum tempo, mas como a tempestade não dava tregua, e ele estava sentindo frio, fome e cansaço, adentrou a magnífica construção. Era um lindo castelo. Mas parecia que não havia ninguém ali. Maurice passou a mão em um candelabro que se encontrava sobre um móvel e continuou a chamar por alguém. Ouviu uma resposta, mas não podia ser ! O candelabro é quem respondia. E diante de seus olhos viu maravilhado um relógio repreender a atitude do candelabro.

Estaria sonhando ? Não, era uma estranha realidade. Passou por debaixo das pernas de Maurice um pequenino movel a latir. Rapidamente os pequenos objetos se apresentaram. O candelabro se chamava Lumiere e o relógio Orlogge. Conduziram o senhor através dos ricos aposentos. Era tudo muito belo, mas muito frio. Maurice foi convidado a se sentar em uma poltrona em frente a lareira. Rapidamente entrou um bule e uma pequenina xícara a lhe servir um chá. Maurice agradeceu a tudo maravilhado, ia tomar o líquido quando ouviu um urru ensurdecedor. Todos correram para se esconder O homem sentiu um bafo quente por tras de sua cabeça mas ao se virar não viu nada. E ouviu então uma voz alta e acusadora. De repente, por entre a escuridão o cientista ficou horrorizado com a figura que viu. Era uma fera medonha.

Ela avançou sobre Maurice agarrou-o arrastando o pobre até a masmorra onde o trancafiou.
No outro dia Bella estava se preparando para sair quando ouviu baterem a sua porta .

Era Gaston que foi pedi-la em casamento. Bella mais uma vez recusou o convite. Gaston saiu da casa da jovem enfurecido. Jurou que iria se casar custasse o que custasse.

A moça não se importava, até achava graça de Gaston, estava caminhando envolvida em seus pensamentos quando avistou Felipe, o cavalo de seu pai.

A garota se preoucupou, montou em Felipe e saiu em cavalgada atrás de seu pai.

Bella avistou o castelo ao longe.

Felipe conduziu Bella até a porta do castelo. Ela chamou, chamou e nada. Adentrou os aposentos como fizera seu pai, encontrou a escada e sem imaginar o que a esperava subiu lance por lance. A moça chamava por seu pai que ao escutar aquela voz familiar, ordenou que Bella saisse imediatamente dali. Mas, era tarde !

A fera chegara e disse a Bella que ele era seu prisioneiro. Bella então ao constatr a fragilidade de seu pai não teve outra opção a não ser fazer uma proposta ao monstro. Se ele libertasse seu pai, ela ficaria em seu lugar. A fera que já havia se enamorado pela beleza da moça aceitou. Sob os protestos de Maurice trancafiou-o em uma carruagem encantada e ordenou que ela o levasse até a vila.
Bella então foi conduzida até um quarto enorme onde todos os móveis eram animados. Ela ficou encantada com o que viu. Armários dançantes, xícaras que a serviam sem auxílio. Era tudo mágico !
Lumierre percebendo o que estava acontecendo foi aconselhar a fera a quem chamava de mestre. Relembrou a fera que bons modos e generosidade seriam bons para conquistar a linda hóspede. Orlogge lembrou a fera que aquela seria talvez a única chance que teriam em muitos anos de acabar com a maldição que caira sobre eles. Em uma noite fria de Natal, uma humilde senhora que ali passava pediu abrigo ao jovem e lindo príncipe que ali morava. Sendo ele egoísta, mesquinho e tirano rejeitou. Foi então que a disforme mulher se transformou em uma bela feiticeira e rogou uma praga. Ele seria transformado em fera e o feitiço só se quebraria se uma jovem o beijasse com amor. A feiticeira deu a ele uma rosa dizendo que quando a última pétala caisse, o encanto não se desfaria.
Bela ohou para Orloge com total despreso. Não precisava ser lembrado daquela terrivel noite.
Fera então foi até os aposentos de Bella e a convidou para jantar. Bella recusou categoricamente. Fera ficou irritado e dissa a jovem que então ela passaria fome. A moça chorou com sua sorte. Ficou pensando como seria dificil a vida ali, isolada do mundo. Lembrou-se de seus sonhos que talvez jamais se realizasse, e assim adormeceu.

Ao acordar Bella sentiu fome e foi auxiliada por madame Samovair que a levou até a cozinha. Lá fizeram uma grande festa para Bella com direito a música e dança.

Bella se divertiu muito e pensou então que talvez não seria tão mal assim ficar ali. Após a refeição farta Bella foi sendo conduzida até seu quarto mas ao avistar uma escada não conteve a curiosidade, subiu degrau por degrau e ao chegar em uma grande porta entrou.

Viu um objeto brilhante ao longe, sobre uma mesa. Foi intrigada até a mesa e viu que era uma rosa vermelha dentro de uma redoma.

A moça ia retirando a tampa quando a fera apareceu e de um pulo impediu o ato de Bella. Ela se assustou, a fera gritou, esbravejou e Bella saiu correndo, A moça se sentia triste e desamparada.

Sem exitar pegou sua capa, abriu a porta de saida, montou em Felipe e foi embora. Todos ficaram tristes, viram desaparecer a chance de voltarem a ser humanos.

Bella cavalgava, se sentia livre da promessa que fizera a fera. Mas o que era aquilo ? Não, não podia ser ! Ela viu com horror ser encurralada por enormes lobos feroses. Felipe se assustou e deixou Bella cair. Os animais avançaram sobre ela que fechou os olhos antevendo seu destino. Mas fera apareceu para salva-la, ele lutou com os animais feroses que o atacaram. Fera conseguiu dissipar a alcateia mas devido a gravidade dos ferimantos, não suportou a dor e tombou desmaiado. Bella alcançou Felipe para irem embora mas seu coração não a deixou abandonar aquele ser que arriscara sua vida para salvar a dela e com o auxílio de Felipe levou a fera de volta para o castelo. Lá a moça cuidou de seus ferimentos e fera se rendeu a paixão por Bella. Que ser era aquele ? Jamais conhecera alguém como Bella. Era linda, simpática, sensivel e amorosa. Daquele dia em diante fera tratou Bella de outra maneira. Fazia todas as vontades da moça. Levou a pequena até a biblioteca. Ela ficou encantada. Agora sim, poderia ficar ali para o resto de sua vida. Tirando a saudade que sentia do pai, Bella se sentia confortavel ali. Os dias se passavam e Bella estava feliz.
Sua vida era cheia de agradaveis surpresas.
Bella ensinou fera a ler,

eles patinavam,
corriam, brincavam,
jantavam, faziam pic-nic,
Fera era outro ser. Estava amável, educado. Afinal agora ele sabia o que era o amor.
jantavam, faziam pic-nic,
sempre na companhia um do outro. Lumiere então teve uma ideia, que tal se dessem um baile surpresa para Bella ?
Eles combinaram a festa e organizaram tudo. Ficou magnífico ! Fera se arrumou com esmero e Bella ao sair do banho viu depositado sobre sua cama um lindo vestido amarelo.
Ela ficou entusiasmada com a surpresa. Jamais ganhara um presente a não ser de seu pai.. Vestiu-se e se penteou com esmero. Bella desceu as escadarias do palácio e fera estava maravilhado.


Dançaram, cantaram, se divertiram a valer. Riram muito das histórias um do outro, mas aquela noite passara também

Mas nem tudo era alegria, enquanto no castelo tudo era festa, lá no vilarejo Gaston colocava seu maléfico plano em prática. Iria prender o pai de Bella e como chantagem, só o libertaria se ela aceitasse se casar com ele.
No dia seguinte fera levou Bella até a parte superior do castelo e a mostrou os aposentos. Fera se sentia muito feliz com aquela presença. Estavam conversando quando viu os olhos da jovem coberto de lágrimas. Ao indaga-la obteve como resposta que ela sentia-se feliz ali mas que a saudade do pai era muito grande. Fera então mostrou a Bella um espelho mágico e disse-lhe que tudo que quisesse ver, era só pedir que o espelho lhe mostraria. Ela pediu para ver o pai e ficou desnorteada ao vê-lo acamado. A moça pos-se a chorar. Fera sentindo seu coração partir libertou-a. Disse-lhe que a amava e por isso queria que ela fosse feliz. Bella sentiu seu coração despedaçar. Era um sentimento confuso. Se sentia feliz por poder ir embora mas ao mesmo tempo não queria deixa-lo. Sentia que seu pai necessitava de seus cuidados e a contra gosto partiu se despedindo de todos. Foi um dia muito triste para todos. Fera presenteou Bella com o espelho dizendo que sempre que quisesse poderia vê-lo. Não demorou para que Bella chegasse ao vilarejo, ficou abismada ao se deparar co aquela cena grotesca. Seu pai sendo preso por homens corpulentos. Bella esbravejou, mas Gaston liderava o cora em que dizia que o velho estava louco. Gaston disse que ele estava delirando ao dizer que Bella teria sido aprisionada por uma fera que andava e falava.
Bella defendeu seu pai mostrando a todos através do espelho a fera. Gaston percebeu então que Bella estva apaixonada por aquele ser quasímodo. Ficou enfurecido ao se sentir trocado por aquele ser horripilante.
Como pode ? -pensou- eu, lindo e maravilhoso trocado por este ser repulsivo ? Mas não haveria de ser nada, ele iria destrui-lo.
Insitou a população para que fossem destruir fera. Os homens se armaram de paus e pedras e marcharam em direçaõ ao palácio. Queriam destruir tudo que vissem pela frente.
Fera estava desolado ! Sentia seu coração em pedacinhos. Não entendia ao que sentia. Para ele nada mais importava, nem que aquela última pétala caisse. Fera ouviu o barulho que vinha de fora, era a multidão querendo invadir o palácio. Todos os habitantes ficaram preparados para o combate. Quando a multidão imrrompeu a sala, todos se jogaram sobre eles Madame Armariô saltou sobre cinco que queriam subir a escadaria. Lumiere colocava fogo nos sapatos de outros tantos, Madame Samovair despejava água quente na buzanfa de outros, era um Deus nos acuda. Só Gaston se esgueirava, subiu as escadas para encontrar fera que inerte sobre uma cadeira se deixou abater. Gaston batia na corpulenta fera que não esboçava nenhuma reação. Não se importava com seu destino e Gaston covardemente agredia seu rival.

Gaston arrastou fera até a sacada e ia joga-lo doalto quando Bella gritou. Ao ouvir a doce voz de sua amada, fera reagiu violentamente, investiu contra Gaston. Bella chegou correndo mas não a tempo de impedir o pior, Gaston feriu fera com uma espada antes de escorregar e cair do alto. Fera caiu já sem forças e Bella, aos soluços pediu que fera lutasse pela vida pois ela o amava. Ele deu o último suspiro nos braços de sua amada, não suportando a forte dor.

Bella inclinou-se afagando sua face depositou em sua boca um doce beijo de amor. A desolada moça pois-se a chorar em desespero ao pensar que perdera seu grande amor.
Não percebeu a mágica que acontecia. Fera se transformara em um lindo jovem. Era o príncipe que voltara a sua forma humana. Ele levantou-se, segurou Bella pelos braços que nada entendia. Disse olhando em seus olhos:

-Bella, sou eu, a fera. Você com seu coraçõa puro e seu amor me libertaram da terrivel maldição.
Ela finalmente entendera tudo. Beijou-o acariciando seus cabelos. Estavam assim quando todos entraram.

Lumiere, Orloggi, Madame Samovair, Madame Armariô, todos eles em sua forma humana. Fera desposou Bella. Eles foram felizes por toda a vida.
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