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Há muitos e muitos anos atrás no pequeno reino de Lord Lover, existia um viúvo muito rico e muito bondoso que era pai de uma linda garota que se chamava Cinderella.

Cinderella puxara a bondade dos pais. Era uma bela menina, meiga, estudiosa e caridosa. Um dia o viúvo resolvera se casar e tomou como esposa uma também viúva que tinha duas filhas, Anastácia e Drizela.

Para a infelicidade de Cinderella depois de um ano seu querido pai morreu, deixando a menina nas mãos da madrasta. Essa por sua vez era uma mulher injusta, invejosa e fútil., Ela ensinara as filhas a desfazerem de Cinderella e a tratarem como uma serviçal tomando tudo que a menina possuia, roupas, brinquedos, livros e até seu quarto. Cinderella então arrumou o sotão para se abrigar, mas não pense que ela achou ruim, ela era muito otimista, e lá de cima era a melhor vista que se tinha da casa.. O tempo passou e a situação financeira da família ficou péssima, as três gastaram toda a furtuna deixada em futilidades e caprichos. Ficaram na penúria. e a única que trabalhava era Cinderella. Agora uma bela moça que as três invejosas faziam questão de ocultar de todos. Quando uma visita na casa chegava Cinderella era imediatamente mandada para a cozinha. sempre vestida em trapos.
Cinderella não se importava com nada disso.

Cinderella tinha seus amiguinhos do coração, Bruno o cachorro, os pequenos pássaros azuis e seus ratinhos amigos.

E assim sucediam os dias. A rotina da pequena era cozinhar, lavar, arrumar, passar,.. É, não era fácil !!!
Um dia bateram a porta. Era o menssageiro do rei avisando sobre um grande baile.

No intúito de casar seu único filho, o príncipe Eduard, o rei promoveria uma grande festa com todas as moças solteiras do reino para a escolha da futura princesa, aquela em que o príncipe conheceria naquele baile e a tomaria como esposa.. Cinderella ficou entusiasmada com a idéia de ir ao seu primeiro baile.

Foi ao seu quarto e experimentou um vestidinho antigo que tinha. Pensou que com alguns ajustes ele ficaria apresentável.

A jovem ficou eufórica ao comunicar a sua madrasta que também iria à festa mas Drizela e Anastácia logo protestaram. Sabiam que Cinderella ofuscaria as duas. A malvada madrasta que só pensava em bens materiais logo pensou que faria qualquer coisa para ter uma de suas filhas escolhidas.

Sabendo que o convite era também uma ordem do rei e que não poderia impedir Cinderella, a madrasta consentiu, porém malvada que era, já tinha um plano maquiavélico. Impos uma condição a Cinderella, ela teria que primeiro ter um belo trage e depois lavar todas as vidraças da casa, bater os tapetes, lavar todas as roupas, passasr mais um tanto, faxinar a cozinha, espanar e lustrar os móveis, alimentar os animais, costurar os colchões, limpar o estábulo...

Pobre moça ! Seria quase impossível para ela fazer todo esse serviço em dois dias. Era uma vida de servidão a da moça. E as megeras ainda atrapalhavam no que podiam. Era um copo que deixavam cair aqui, era mais um vestido sujo ali.




Mas Cinderella não se deu por vencida e seus amigos ratinhos a ajudavam em tudo. Costuravam, limpavam, passavam, e assim pouco a pouco tudo foi se ageitando. Os amiguinhos de Cinderella confabularam e decidiram que iriam fazer para Cinderella um belo vestido. Cada um ficou a cargo de uma tarefa.

Pituco e Tatá cortariam, Duda e Nina costurariam, Bibeco arremataria. Mãos à obra,. O vestido ficou belíssimo !!!
Mas faltavam alguns detalhes, uma bela fita e uma joia era necessário e os ratinhos os encontraram em meio aos objetos despresados pelas duas feiosas.
Ao final do segundo dia tudo já estava arrumado mais Cinderella sentiu-se derrotada. Não conseguirá arrumar o vestido para ir à festa. Foi triste para o quarto, cabisbaixa, se sentindo derrotada. As três riam de satisfação pelo infortúnio da jovem.

Cinderella adentrou o quarto e teve uma bela surpresa ! Viu maravilhada seu velho vestido de ir à igreja reformado. Estava lindo e ela ficou muito grata.. Vestiu-o rapidamente, se penteou com esmero.
-Esperem, esperem, eu também vou !
Mas o que era aquilo ? Como era possível ? Ela estava mais linda que de costume, havia feito tudo e ainda por cima estava com um belo vestido.

- A madrasta malvada serrou os olhos para pensar rapidamente em algo para impedir que ela fosse ao baile, de sentidos apurados reconheceu o colar e a fita das filhas.
-Mas minhas filhas-indagou a madrasta- não é lindo o colar e o laço de fita que Cinderella está usando ?

As duas arregalaram os olhos ao reconhecer seus objetos envoltos no corpo de Cinderella e numa fúria avançaram para cima dela.
- Tomaram com brutalidade o laço, o colar, rasgando o traje da moça. Dedixaram-na em trapos.
Não era possível ! Depois de tanto trabalho ! Estava tudo perdido ! Ela mais uma vez não sairia de casa. Ficaria imaginando como seria um baile.

- Correu desesperada para o jardim triste, aos prantos. Não era justo ! Não acreditaria em mais nada ! Envolta em seus pensamentos e angústias, Cinderella não viu surgir uma pessoa que muito a amava. Era sua fada madrinha.

- O quê é menina ? -perguntou a bondosa fada- o quê te aflige tanto ?
-Já não tenho mais esperança, não é possivel existir pessoas tão más ! -respondeu Cinderella. -Mas quem é a senhora ?
-Eu ? Eu sou sua fada madrinha !
Então era verdade ! Todas aquela histórias que seu pai lhe contava sobre a mãe de Cinderella ser de uma família de fadas e seres etéreos. Finalmente a verdade estava ali, diante de seus olhos.
-Mas o, quê fazes aqui ? -indagou Cinderella.
-Vim aqui te ajudar. É vedade que do fundo de seu coração queres ir ao baile ? -perguntou a fada.
-Sim, é do fundo do meu coração que quero ir. Quero saber como é o palácio, como são as outras pessoas, como é a vida fora de minha casa.
-Pois então você irá !- repondeu a fada já preparando sua varinha de condão.

A fada mirou a varinha em uma abóbora e esta transformou-se em uma bela carruagem.

e dos ratinhos magestosos cavalos, Bruno transformou-se em págem e Tatá que se escondia de medo transformou-se no coche. Mirando em Cinderella fez com que seus trapos se transformassem em belo vestido azul celeste todo cravejado de diamantes,


em seus delicados pesinhos eis que apareceram do encanto lindos e confortaveis sapatinhos mágicos de cristal.


Que linda ela estava !!! Uma verdadeira princesa encantada !

-Vá agora- ordenou a fada- mas antes Cinderella, uma recomendação, preste atenção boa menina. Você será a mais bela e formosa dama esta noite no baile mas ao fim da décima segunda badalada o encanto cessará e tudo voltará a ser como era antes. Agora entre na carruagem e vá.



Lá se foi Cinderella, com certeza aquele seria o dia que esperava a anos.
Enquanto isso no baile uma a uma as convidadas eram anunciadas. Com apatia e incredubilidade o príncipe Eduard as recebia sem acreditar que algo como aquilo poderia dar algum resultado. Havia muitas moças. Muitas delas eram belas, muitas inteligentes, educadas, bem nascidas, nobres, bondosas, meigas, alegres mas nenhuma, sequer nenhuma havia despertado algo no príncipe. Ela já se sentia entediado e o rei estava nervoso ao constatar que talvez aquela idéia não desse certo. Mas espere, quem era aquela que passara ao longe ? Quem era aquela bela e enigmática criatura que fez todas as outras parecerem pequeninas ? Eduard correu a recebê-la.

Era Cinderella. Que linda !!!
Sem trocarem uma única palavra tomou sua mão e a beijou enlaçou seus braços na pequenina cintura de Cinderella e se puseram a bailar. Que belos olhos- pensava Cinderella -que doce e suave o perfume dela- pensava o príncipe ficaram a bailar, enamorados, sentindo os corações mais próximos a cada valsa, a cada passo.

O rei viu aquilo e ficou entusiasmadíssimo ! Era ela, era ela a mãe de seus netos, não tinha a menor dúvida !

Valsaram e perderam a noção de espaço, de tempo... e assim as horas passaram, estavam felizes, trocaram juras de amor e um cálido beijo.


Mas aquele barulho ensurdecedor então rompeu e Cinderella sabia que tinha que se lembrar de algo ao ouvir aquele tilintar mas, o que seria ? A segunda badalada do relógio soou, e a moça estava enebreada de paixão. A terceira badalada sucedeu a segunda e num rompante Cinderella lembrou-se da recomendação da fada. Era a hora de ir embora.! Desvencilhou-se do cavalheiro que ela não sabia ser o príncipe e pos-se a correr, A quarta badalada então se fez mais alta. O príncipe tentou segur´-la mas não conseguiu, os sapatinhos que eram mágicos deu a jovem velocidade. Dooooooooooooooooooooooom !!!!!!!!!!!
Tocou o quinta badalada e Cinderella já se encontrava na escadaria de acesso ao palácio mas num descuido o sapatinho saiu de seu pé, ela fez menção de voltar mas ao ouvir a sexta badalada e constatar a proximidade do príncipe por medo deixou-o onde estava.

Entrou na carruagem que a esperava. Agora já haviam suado sete badaladas e ela ainda não passra dos portões. Os cavalarissos do rei correram atrás da carruagem mas encantada que era foi impossível alcança-la. A carruagem já estava longe quando a última badalada soou e ali mesmo na estrada, da maneira que estavam tudo voltou a ser como era antes.

Ah, que sonho, que felicidade, pensou a jovem, lembrou-se então da maternal fada madrinha e em pensamento lhe agradeceu de coração a oportunidade que talvez jamais tivesse se não fosse ela.
No outro dia porem o alvoroço já estava instalado.

O rei estava eufórico com os acontecimentos do baile e com a determinação do príncipe em se casar com a jovem cujo pezinho coubesse naquele sapatinho.
A madrasta avisou às filhas o acontecido e Cinderella ao ouvir o desenrrolar da história não podia acreditar.

Então o cavalheiro garboso que ela trocara juras de amor era o príncipe ? A moça já não ouvia mais nada, foi até os seus aposentos se arrumar para esperar a chegada dos leais serviçais do rei.

Mas a madrasta então reconheceu em Cinderella a moça da noite anterior. A jovem que todos julgavam ser alguma princesa pela riquesa da indumentária, a levesa ao dançar e o porte magestoso era ninguém menos que sua enteada. Mas ela não deixaria que aquilo acontecesse. Esgueirou-se na escuridão e antes que Cinderella esbossasse o mínimo protesto, trancou-a em seus aposentos colocando as chaves em seu bolso.

O aráuto e o servo mais fiél do rei chegaram a casa de Cinderella.

Mas ficaram desanimados ao ver as duas figuras que encontraram. Drizela e Anastácia eram longe de ser a beldade que todos viram a noite anterior bailando com o herdeiro, do rei, mesmo assim deixaram nas experimentar o sapatinho após tanta insistencia da mãe das duas. Elas tentaram, tentaram mas nada do sapatinho entrar.

Com muito sacrifício os amiguinhos de Cinderella consiguiram liberta-la. Os servos da magestada já iam se retirar quando Cinderella se apresentou para calça-lo. A madrasta vendo aquilo colocou o pé a frente do mensageiro, ele caiu e o sapatinho espatifou.

Mas como Cinderella possuia o outro pé, tirou-o do bolso e apresentou o objeto a todos.

O sapatinho entrou sem a menor dificuldade. Levaram-na dali e após sessenta dias os jovens apaixonadas se casaram

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